CAVALEIROS DO ZODÍACO EM 3D É RUIM?

CAVALEIROS DO ZODÍACO EM 3D É RUIM?

A nova série em 3D dos Cavaleiros do Zodíaco, também conhecida como “Saint Seiya: Knights of the Zodiac“, é uma adaptação em anime da famosa franquia dos Cavaleiros do Zodíaco, criada por Masami Kurumada em 1986. Esta nova série foi lançada pela Netflix em 2019.

A série acompanha a história de Seiya, um jovem guerreiro que luta como um Cavaleiro de Athena. Seiya e os demais cavaleiros são conhecidos por usarem armaduras mágicas inspiradas nas constelações do zodíaco. Juntos, eles enfrentam inimigos poderosos e tentam proteger Athena de qualquer ameaça.

Mas afinal, ela é ruim?

Muitos dos fãs de longa data não curtiram, principalmente, pela pegada jovem e mudanças de personagens, como foi o caso do cavaleiro de Andrômeda, que agora é uma mulher.

O que muitos desses fãs não compreendem é que essa série não foi pensada para atingir o público antigo e sim atrair um público novo e mais jovem para esse universo.

Eu, LeandroVSilva, sou um fã de carteirinha de CDZ e essa série não achei ruim. Compreendi essas diferenças e eu e meus filhos curtimos essa nova aventura com uma pegada de nostalgia. Uma oportunidade para inserir eles nesse mundo, mas conforme a geração deles.

Para os mais novos, a comunicação visual super corresponde e como disse, eles são o público alvo. Um material feito para atrair esse público jovem para a nossa nostalgia dos anos noventa.

Entendo que gosto é gosto, mas os tempos mudaram e continuarão mudando. Não é porque essa série tem um público alvo diferente que eles não vão continuar fazendo material para o público raiz.

Ainda tem muita coisa por vir, como o Live Action e Next Dimension.

Então, fãs de CDZ, é só uma questão de perspectiva. Cavaleiros do Zodíaco, vai continuar sendo Cavaleiros do Zodíaco, independente de qualquer material que seja produzido.

Se compreendermos essas diferenças, teremos muito material sendo adaptado por vários e vários anos.

Tivemos o problema por conta da dublagem na temporada das doze casas, mas isso não faz desmerecer a qualidade da série e conversaremos sobre em outro artigo.

Ficha Técnica

Saint Seiya: Knights of the Zodiac

Ano: 2019

Autor: Masami Kurumada

Diretor: Yoshiharu Ashino

Nacionalidade: Japão/Estados Unidos

Gênero: Aventura, Fantasia

MONKEY D. LUFFY É UM DOS MAIORES EMPREENDEDORES DO MAR

MONKEY D. LUFFY É UM DOS MAIORES EMPREENDEDORES DO MAR

One Piece é uma das séries de mangá e anime mais populares do mundo, com um público fiel e uma história envolvente que inspira a determinação e o empreendedorismo em muitos fãs.

O protagonista da série, Monkey D. Luffy, sonha em se tornar o próximo Rei dos Piratas e encontrar o tesouro lendário One Piece. Ele enfrenta muitos desafios e obstáculos no caminho, mas nunca desiste de seus sonhos e sempre busca maneiras de superá-los.

O mesmo vale para o empreendedorismo. Se você tem um sonho de ter seu próprio negócio, é preciso estar disposto a enfrentar obstáculos e superá-los. É preciso determinação para alcançar o sucesso, assim como Luffy mostra a cada episódio.

A primeira lição que podemos aprender com One Piece é a importância de ter um objetivo claro. Luffy sabe exatamente o que quer: encontrar o One Piece e se tornar o Rei dos Piratas. Ele não se distrai com outras coisas, mesmo quando são tentadoras, e mantém o foco em seu objetivo final.

Outra lição que podemos aprender com a série é a importância de ter coragem. Luffy e sua tripulação enfrentam inimigos poderosos, e muitas vezes são colocados em situações perigosas, mas eles não se intimidam encarando com tudo e, mesmo com as derrotas, vão seguindo em frente.

Para empreendedores, isso significa ter coragem de tomar decisões difíceis, arriscar e sair da zona de conforto. É preciso ter coragem para se colocar em posição de vulnerabilidade, e estar disposto a enfrentar os desafios que o empreendedorismo traz.

Além disso, a série também destaca a importância de ter uma equipe unida e trabalhar em conjunto. Cada membro da tripulação de Luffy tem seus próprios talentos e habilidades únicas, e juntos eles formam uma equipe forte e eficiente. No mundo empreendedor, ter uma equipe diversa e trabalhar em conjunto é crucial para o sucesso de um negócio.

Para empreendedores, assim como para Luffy e sua tripulação, o caminho do sucesso não será fácil, e é comum encontrar desafios difíceis de enfrentar pela trajetória, contudo, é preciso ter resiliência para continuar lutando, mesmo quando as coisas parecerem impossíveis.

Ficha Técnica

One Piece

Ano: 1987

Autor: Eiichiro Oda

Editoração: Shueisha

Nacionalidade: Japão

Gênero: Aventura, Fantasia, Drama

DRIFTING HOME. A DIFICULDADE DE SE DESAPEGAR DAS COISAS, LUGARES E PESSOAS

DRIFTING HOME. A DIFICULDADE DE SE DESAPEGAR DAS COISAS, LUGARES E PESSOAS

Drifting Home – Ame wo Tsugeru Hyôryû Danchi é um anime que retrata de forma poética e comovente a dificuldade que as pessoas têm em desapegar de coisas e pessoas que fazem parte de suas vidas.

No enredo, Natsume enfrenta a dificuldade de se desapegar de sua antiga moradia, um conjunto habitacional, onde passou a infância. O local guarda muitas lembranças maravilhosas o que faz dificultar ainda mais o desapego. Natsume com seu amigo de infância Kosuke e amigos de classe, passam por uma aventura e trajetória fantástica na busca de aceitação do desapego de algo muito importante que carregam no coração.

Para muitos de nós, desapegar pode ser uma tarefa difícil e dolorosa. É natural ter vínculos com objetos que nos trazem lembranças e significado, assim como com pessoas que fazem parte da nossa vida. No entanto, às vezes precisamos nos desapegar para avançar e crescer como indivíduos.

Drifting Home nos mostra que essa jornada não é fácil e que todos nós lutamos para encontrar um equilíbrio entre o passado e o futuro. Mas também nos lembra que, embora possa ser doloroso, o processo de desapego pode ser libertador e nos permitir abraçar novas oportunidades e experiências.

Desapegar não é fácil, mas é necessário. A vida é feita de constantes mudanças e, por mais difícil que seja, precisamos aprender a lidar com elas e seguir em frente.

A série é uma ótima opção para aqueles que querem refletir sobre a dificuldade de desapegar e como essa dificuldade pode afetar a nossa vida. Além disso, a obra também trata de outros assuntos universais, como o amadurecimento e o enfrentamento da perda, o que a torna ainda mais interessante e importante. Se você está passando por uma fase de mudanças e quer refletir sobre a dificuldade de desapegar, “Drifting Home” é uma ótima opção.

Ficha Técnica

Ame wo Tsugeru Hyôryû Danchi, Drifting Home

Ano: 2022

Direção: Hiroyasu Ishida

Roteiro: Hiroyasu Ishida, Hayashi Mori

Duração: 120 minutos

Nacionalidade: Japão

Gênero: Aventura, Drama, Fantasia

KOMI CAN’T COMUNICATE. A DIFICULDADE NA COMUNICAÇÃO PODE SER UMA REALIDADE DE MUITOS

KOMI CAN’T COMUNICATE. A DIFICULDADE NA COMUNICAÇÃO PODE SER UMA REALIDADE DE MUITOS

Komi Can’t Communicate (Komi-san wa, Komyushō Desu) é um mangá japonês que virou anime e segue a história de Komi, uma jovem que é extremamente tímida e tem dificuldade em se comunicar e interagir com as pessoas ao seu redor.

Ao longo da história, Komi enfrenta muitos desafios e aprende a superar suas inseguranças e a se comunicar de maneira mais eficaz. Ela também descobre que não está sozinha em sua luta e que muitas outras pessoas também enfrentam dificuldades na comunicação pessoal.

Embora seja uma ficção, essa história retrata muito bem a realidade de muitas pessoas que também enfrentam esses problemas no dia a dia.

A comunicação pessoal é uma habilidade fundamental que afeta todas as áreas da nossa vida, desde relacionamentos pessoais até o sucesso profissional. Infelizmente, muitas pessoas têm dificuldade em se comunicar, seja por falta de confiança ou por não saber como expressar suas ideias e sentimentos de maneira clara e respeitosa.

Comunicar-se com as outras pessoas pode ser uma tarefa complicada, especialmente para aqueles que sofrem de ansiedade social, fobia social ou qualquer outro tipo de transtorno de ansiedade que afeta a comunicação. Essas condições podem levar a uma sensação de isolamento e solidão, pois as pessoas podem sentir que não conseguem se conectar de forma significativa com os outros.

Além disso, a pressão da sociedade para ser “perfeito” e se adaptar a padrões de comportamento específicos também pode afetar a comunicação das pessoas. Muitas vezes, sentimos que precisamos ser ouvidos ou que precisamos ter todas as respostas certas, o que pode nos deixar inseguros e impedir que compartilhemos nossos pensamentos e sentimentos de forma autêntica.

No entanto, é importante lembrar que a comunicação é um processo constante e que todos cometemos erros de vez em quando. Aprender a se comunicar de forma eficaz é uma habilidade que pode ser desenvolvida e melhorada com o tempo, e há muitas maneiras de fazer isso.

A primeira coisa a se fazer é reconhecer que essa dificuldade existe e procurar ajuda se necessário. Isso pode incluir terapia ou grupos de apoio que possam ajudar a lidar com os medos e inseguranças que podem afetar a comunicação. Além disso, praticar a comunicação de forma segura, como falar com amigos ou familiares, pode ajudar a aumentar a confiança e a autoestima.

A primeira coisa a se fazer é reconhecer que essa dificuldade existe e procurar ajuda se necessário. Isso pode incluir terapia ou grupos de apoio que possam ajudar a lidar com os medos e inseguranças que podem afetar a comunicação. Além disso, praticar a comunicação de forma segura, como falar com amigos ou familiares, pode ajudar a aumentar a confiança e a autoestima.

A obra nos ensina que é possível superar os nossos medos e inseguranças, e que é possível encontrar a coragem de se expressar e se relacionar com outras pessoas. A série é uma lembrança de que todos nós temos o potencial de crescer e mudar, e de que é possível encontrar o apoio e o incentivo que precisamos para nos desenvolver e nos tornarmos mais confiantes e capazes de nos comunicar e interagir com o mundo ao nosso redor.

Ficha Técnica

Komi-san wa, Komyushō Desu – Komi Can’t Communicate

Ano: 2016

Mangá escrito por: Tomohito Oda

Nacionalidade: Japão.

Gênero: Juvenil, Drama romântico, Comédia romântica.

YOUR NAME TEM FUROS DE ROTEIRO?

YOUR NAME TEM FUROS DE ROTEIRO?

O filme Your Name (Kimi no Na wa), do diretor Makoto Shinkai, é uma obra de arte que vem conquistando o público mundial até hoje desde o seu lançamento em 2016. Com uma trama envolvente e personagens cativantes, o filme se destaca pela sua execução impecável e pelo roteiro sem furos.

Ah para! Como não tem furos? Existem vários. Por que eles nunca perceberam a diferença de tempo e…

Calma, vou explicar, mas vamos continuar…

A história gira em torno de Mitsuha, uma garota do interior do Japão, e Taki, um rapaz de Tóquio, que começam a trocar de corpos de forma misteriosa. Enquanto tentam entender o que está acontecendo, os dois se aproximam e se conhecem melhor, mesmo estando distantes fisicamente.

O que chama a atenção no roteiro de Your Name é a forma como todos os detalhes são encaixados de forma interessante. A partir de pequenas pistas e elementos, a trama vai se desenrolando de forma orgânica e lógica, sem deixar grandes dúvidas ou pontas soltas. Talvez seja preciso ver mais de uma vez para captar todos os detalhes.

Para! Fala logo dos furos. Como não tem furos? Como eles não perceberam a diferença de tempo de anos pela agenda no celular ou por coisas ao redor deles?

O grande lance é que muitos não entenderam que a base da história é o sonho. Claro, tem a situação da viagem no tempo, conexão/destino e tal, mas o lance que explica esses “furos” são os sonhos.

Quando sonhamos, fugimos da realidade. Não ligamos para o tempo que estamos, que planeta estamos, que universo estamos. E tem também a situação do sonho, que quando acordamos, quase não lembramos do que estávamos sonhando e quando lembramos, com o tempo esquecemos. Essa é a magia do sonho e o que é retratado no filme.

Vocês percebem com mais precisão que a base do filme é isso na cena da Mitsuha indo com avó e irmã lá para a montanha. Quem estava no corpo dela era o Taki. No final da cena a avó questiona se a Mitsuha estava sonhando e o Taki volta.

A percepção deles é um sonho. Um sonho que vivem esquecendo.

Outra cena que reforça a questão dos sonhos, é no momento em que o Taki tem a chance de trocar de corpo novamente com Mitsuha, após beber o kuchikamizake feito por ela.

No encontro pela manhã com a avó, elas conversam sobre os sonhos e é falado para a Mitsuha(Taki) aproveitar, pois eles são esquecidos logo em seguida.

Sobre o amor deles, viver um no corpo do outro, viver a realidade um do outro é mais do que suficiente para gerar uma conexão amorosa. São trocas de sentimentos intensos diretamente dentro de cada um, devido um viver a vida do outro e se conectar a isso.

Resumindo, não tem furos de roteiro. O roteiro é ótimo e se não fosse, o filme não teria ganhado vários prêmios importantes como o Japan Academy Prize – Melhor Roteiro 2017.

Ficha Técnica

Kimi no Na wa, Your Name

Ano: 2016

Direção: Makoto Shinkai.

Música: Radwimps

Duração: 106 min.

Nacionalidade: Japão.

Gênero: Drama romântico, Fantasia científica.